Especial Cidades de Papel #BEDA

by - 09 agosto

O John Green é o meu autor favorito, sem dúvidas. Mas Cidades de Papel não me encantou tanto na primeira vez que eu li. Como a adaptação cinematográfica do livro lançou em julho, decidi reler. Eu, como eu não queria fazer um resenha apenas do filme, resolvi fazer um especial, falando tanto do filme quanto do livro. Mostrando as diferenças e o que eu mais gostei, além de tudo o que eu senti na segunda leitura.

O livro é narrado por Quentin Jacobsen, que está no último ano de colégio e é apaixonado desde pequeno pela sua vizinha Margo Roth Spiegelman. Margo é popular e namora, já Q é um garoto normal que dirigi a minivan de sua mãe. Os dois foram amigos quando criança, mas foram para lados opostos no colégio. Porém tudo muda quando Margo decidi chamar Q para uma noite de aventuras pela cidade de Orlando, onde eles aprontam com os "amigos" de Margo e invadem o SeaWorld.

Depois dessa noite, Margo não aparece mais na escola e Q começa a ficar preocupado. É costume da garota fugir e deixar pistas, mas dessa vez as pistas não são para a irmãzinha dela ou para os pais, são para Quentin. Agora é responsabilidade dele encontrá-la, viva ou morta. E é nessa aventura que Q se arrisca, junto com seus melhores amigos, Radar e Ben, e a melhor amiga de Margo, Lacey.

Na primeira vez que li o livro não fiquei tão encantada por ele. Mas dessa vez simplesmente amei e achei incrível. Nessa releitura pude ver o quanto esse livro é especial. Todas as ideias de Margo e tudo o que Q acaba descobrindo são incríveis. Algumas ideias dela fazem sentido no momento que estou vivendo agora, talvez seja por isso que dessa vez entendi o livro e me apaixonei por ele. Margo é uma garota cansada da vida que leva, assim como eu, e sabe que pode mudar isso. Quentin gosta de estabilidade. Tenho um pouco de cada personagem dentro de mim.


Fiquei mais ansiosa por esse filme do que para A Culpa é das Estrelas. Coloquei muitas expectativas porque sabia que o João não iria me decepcionar. Algumas mudanças me irritaram quando eu estava assistindo, mas depois parei para refleti e vi que aquilo era necessário. Não sei se era essa a intenção, mas vejo essas mudanças como uma "indireta" para quem leu o livro. Algumas mudanças não são tão sutis, por isso acho que o Green fez isso para mostrar uma nova ideia aos leitores. A adaptação segue o enredo do livro, tem músicas incríveis, os atores são ótimos. 
A parte que mais gostei no filme foi a ida dos dois ao mercado e ao SunTrust, que, apesar das mudanças, ficou incrível. Já a parte que eu não gostei foi o final. Não por ter ficado um pouco diferente, mas já que fizeram diferente, porque não mudar de verdade? Ou que fosse fiel ao final do livro ou que ele mudasse mesmo. 

Estou bem ansiosa para ter o filme e poder ver ele umas mil vezes. A Culpa das Estrelas ainda é meu filme favorito de adaptações dele, mas Cidades de Papel ganhou um lugarzinho especial no meu coração. Agora só me resta esperar por Quem é você, Alasca? e torcer pra que seja tão incrível quanto os dois primeiros.

Pretendo fazer muitos outros especiais de livros e suas adaptações. Espero que tenham gostado do primeiro. Bjks e até o próximo. 

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