Minha gravidez

17 junho


Hoje vou fazer um resumão de como foi minha gravidez. Gostaria de ter feito um resumo de cada trimestre, mas não fiz e agora é complicado lembrar de tudinho. Também vou colocar umas fotinhos que marcaram esse momento. Esse post é mais como uma recordação, sempre vou poder voltar aqui e lembrar de algumas coisas que senti.

O início da minha gravidez foi bem conturbado. Tive algumas crises de ansiedade, o trabalho me consumia e me estressava e o medo das novidade e mudanças era muito grande. Além disso, vomitava muito e passava quase o dia todo enjoada. O medo e a ansiedade foi diminuindo com o passar das semanas (a vida passa a ser contada por semanas com a gravidez), com a ajuda de uma psicologa e da minha família.

Falei sobre aqui
Os sintomas da gravidez foram presentes desde o início. Tive muitos enjoos, vomitar se tornou rotina por um bom tempo, as espinhas estão presentes até agora. Nesse finalzinho a azia aumentou, fico enjoada algumas vezes e as dores são demais. Tudo dói e durante a noite parece piorar. Passo mais tempo no banheiro do que dormindo. O desgaste físico e mental é muito grande, mas parece insignificante quando olho pro berçinho dela e penso que logo não vou mais ter o barrigão.


A gravidez me mudou muito. Me fez repensar várias coisas e ser mais responsável. Acredito ter amadurecido bastante, mas ainda tenho muito o que aprender. Apesar de todos os sintomas horríveis da gravidez, ter engravidado foi maravilhoso e uma experiência única. Eu amo estar grávida, amo todo o cuidado e atenção que recebo. Amo poder gerar uma vida. Amo notar meu corpo se modificando e se preparando para trazê-la ao mundo. É impossível descrever tudo o que senti até agora, mas posso dizer que está sendo incrível e que vai ser doloroso não ter mais ela se remexendo na barriga, dando sustinhos e me machucando algumas vezes.


Essa última semana foi terrível. Todos os dias é o dia e a ansiedade só aumenta. Ver as pessoas próximas também ansiosas aumenta ainda mais a minha própria ansiedade, mas me deixa feliz. Qualquer dor que sinto "fora do normal" fico me questionando se é essa, cada sintomas eu ligo ao trabalho de parto, mesmo tendo os sentidos a gravidez toda. Caminho, danço, faço agachamento, banhos quentes e nada dela sair do forninho. Meu maior pavor agora é a indução e a cesária. Qualquer uma das duas me assusta. Durante todos esses meses lutei contra a cesária e todas as vezes que ouvia "talvez tenhamos que fazer cesária" sentia uma angustia muito grande. Quero que ela venha de parto normal, que eu entre em trabalho de parto naturalmente e que tudo seja o mais natural possível. Mas é claro que não irei recusar a indução ou a cesária, o bem dela e o meu são mais importantes que tudo. Porém é tão ruim pensar que lutei tanto contra algo e no fim terei que enfrentá-lo. Indução não é o fim do mundo, muito menos a cesária (olha o tanto de gente que decide por ela), mas nenhuma dessas opções são desejadas por mim. É uma questão de preferência, apenas.


A data prevista para o meu parto é amanhã, dia 18 de junho. Até agora nada fora do normal, mas de uma hora para outra tudo pode mudar e é por isso que estou esperando. Margot de alguma forma virá ao mundo em breve e eu só quero dar todo o amor pra ela. As malas estão prontas e fico o tempo todo imaginando como será a hora de pegá-las e ir pra maternidade. O berço está todo lindo e prontinho pra ela dormir e as roupinhas todas lavadas e passadas. Tudo pronto, só aguardado a hora ela.

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1 comentários

  1. Oi Carol! Que saudade <3 Só pra dizer que tô acompanhando e espero que tudo dê certo! A Margot vai ser uma bebê linda e saudável!

    Beijão.

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