AMAMENTAÇÃO: 6 MESES DE ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO

Amamentar era meu maior medo durante a gravidez, mas também um grande sonho/desejo. Amamentei a Margot pela primeira vez na sala de pós-parto. Por conta da insegurança, não amamentei logo que ela nasceu. O colostro desceu rápido e ela sempre mamou muito bem. Passou as duas noites no hospital mamando, com pouquíssimo intervalo. Meu peito rachou. Em casa a situação piorou. Ela mamava muito e os machucados aumentavam. Aí veio a chupeta e atrapalhou mais ainda. Eu sabia que não deveria dar, mas a dor era demais e aquele treco horrível ajudava a ter um pouco de alívio. Tive muito leite nas primeiras semanas, sofri com leite empedrado. Usei concha, pomada com lanolina, pegava sol, tudo para tentar curar os machucados. Chorava de dor enquanto amamentava. O que curou mesmo foi um paninho enrolado em volta da aréola e a pomada. Depois aprendi que fiz muita coisa errada, mas no fim das contas tudo deu certo.

Sempre tive muito leite. Até os 3 meses tinha que fazer ordenha praticamente antes de todas as mamadas, mas em apenas um peito. Sofremos muito por causa da hiperlactação, vivia com medo de que a Got se engasgasse, era um terror quando eu tinha que dar o peito que tinha leite demais. 

No final de dezembro completamos 6 meses de AME e isso foi uma grande realização. Conseguimos superar o choro desesperado no hospital, leite empedrado, peitos rachados e hiperlactação. Superei o meu medo de não conseguir amamentar, a minha vontade de desistir porque doía demais, o medo de que ela se engasgasse porque tinha leite demais. Ouvimos muitos conselhos, de que não deveria dar tanto peito, que deveria ser de 3 em 3 horas, que chá e água não faria mal, que ela já poderia comer com 4 meses. Mas seguimos as recomendações da OMS e da SBP. Posso descobrir um dia que tudo o que fizemos estava errado, mas no presente seguimos o que acreditamos ser o certo. O certo pra nós.

Me sinto honrada por ter alimentado exclusivamente a minha filha até os 6 meses e por continuar amamentando. Pretendo continuar amamentando até, no mínimo, ela completar 2 anos. Mas confesso que tem dias que repenso essa decisão e sinto vontade de desistir, de seguir outro caminho, porque nem sempre é fácil. Eu amo amamentar, mas muitas vezes é cansativo e solitário. Quando penso em desistir lembro que isso é apenas uma fase e que logo vai acabar e eu vou sentir falta. É isso que me faz seguir, além de, é claro, todos os benefícios que a amamentação tem tanto pra ela quanto pra mim.

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